Arquivo de Abril, 2006

Penso

Posted in devir on Abril 30, 2006 by mestredevir


Penso…
Penso na vida
Penso na morte
Na grande sorte
Que por mim foi perdida
Ou que nunca vou encontrar
No grande azar
Que para sempre irá durar
Penso no que mais irei perder
O acontecerá se eu morrer
Quem me esquecerá
Quem para sempre me amará
E me recordará
Penso no mundo em que vivo
Em que sobrevivo
Minha alma isolada
Alma penada
Por muitas razões desanimada
Penso no amor
De todas a mais bela dor
Dor que faz viver
Dor que deixa morrer
Do amor à paixão
Do sonho à solidão
Penso no coração
E sua função
Realiza profecias
Que não se realizam
Escreve poesias
Que não rimam
Capaz das maiores loucuras
Das piores diabruras
Penso no amanhecer
Quantos mais irei ver
Penso no anoitecer
Penso em mim
O que me irá acontecer
Penso em ti
Nunca me senti assim
Sentimento sem fim
Em ti penso
Como insenso
Que me invade a alma
Que me invade o coração
Com a sua calma
Com a sua lentidão
Que dá vida e faz morrer
Que dá alegria e faz sofrer
Penso em tudo
Penso em ti
Penso…

Posted in triple d on Abril 28, 2006 by mestredevir

Hoje esteve sol. Esteve sol e quentinho. Esteve sol, quentinho e agradavel… mas não para mim. Esteve calor a mais, esteve sol a mais… esteve desagradavel demais. Tudo me incomoda, que fase de egoísmo, que fase de flagelo.
Não me lembro de ter chorado tanto como ontem… nem lembrava que chorava… a ultima vez que chorei foi a ver o benfica dizer adeus a taça dos campeões europeus… foi ha tanto tempo…
Mesmo sabendo que ao fazer algo para agradar alguém vou acabar por sofrer e alimentar ainda mais o que ja tenho em demasia…problemas…problemas e mais problemas…
A escola chateia, os amigos chateiam, a mae, o pai… os manos chateiam… os raio dos passaros chateiam…a vida chateia… a vida era tão mais bonita quando era criança…. ingenua… nao sabia sentir, não me apercebia do que se passava à minha volta…era criança. Ja nao sou mais…e nunca mais o vou ser…

 

por Triple D

Amigos da Treta

Posted in triple d on Abril 26, 2006 by mestredevir
São amigos da treta! São amigos que te pedem, amigos que te chulam, amigos que te sorriem com uns dentes amarelos… São amigos da treta! São amigos que te levam com eles só porque fica bem, só porque lhes convém.
Queres chorar?? Tudo bem, compra uns lenços de papel da renova, daqueles giros, com cheiro a maçã verde…queres pedir ajuda? Sempre tens a lista telefónica, lá vais encontrar o numero da APAV ( apoio á vitima para quem não sabe)… faz tudo, menos pedinchar clemencia aos amigos… sim esses mesmo, os da Treta!
Olá amigos da treta!

O amor… de novo

Posted in devir on Abril 25, 2006 by mestredevir
“Só resta chorar. Mas chorar demora muito tempo.
Eu preferia arrepender-me.
Leio de mais. Oiço de mais. Vejo de mais. Estou parado de mais, recebendo mais do que consigo receber.
O céu parece-me demasiado azul. A música é mais triste do que mesmo, os mais tristes, precisaríamos.
Deixem-me sair daqui. A única coisa que sei fazer é sentir. Preciso que me ensinem a enganar-me. Preciso que me ensinem a interromper.
Vivo de mais. Durmo de menos. Acordo para acordar os outros. É como se a luz me acompanhasse. É como se o sol, quando nascesse, viesse propositadamente acordar-me.Estou sozinho de mais. Nas minhas estrelas não há noite nem amor. Tenho as mãos vazias, viradas para o céu, como se tivessem recebido a lua, como se tivessem ficado encharcadas da tinta da escuridão.”
O Amor é Fodido – Miguel Esteves Cardoso

O amor. De novo. O amor. Porque é ele assim? Porque nos faz perder tanto tempo? Porque nos faz mergulhar na escuridão? Tão fria escuridão. Faz-nos cair em esquecimento sem deixar esquecer. A dor que nasce. A dor que percorre a alma e o corpo. Faz viver e deixa morrer. Infindável cura. Interminavel loucura. Torna-nos demasiado simpaticos com quem, por vezes, não o merece. Demasiado compreensivos. Demasiado atenciosos. Demasiado.
Aprende-se a falar com o silencio.Não responde, nunca responde. Nunca. O mapa desenhado é um engano para a alma, mas principalmente para o coração. Caminhos a seguir, que não deveria. Caminhos a seguir, para os quais não há saida. Caminhos sem fim.
Porquê? De novo.
O espelho que só reflecte solidão e tristeza. Sem que nele se veja, ou reveja, alguma beleza. A alegria que desvanece, o sonho que permanece. Sentimento de alegria e de tristeza, de saudade e de cansaço, de amor e de ódio. Demasiados sentimentos num só corpo, num só coração. O amor é demasiado. Todo o amor é demasiado.
O amor… O amor é igual ao ódio. Como irmãos. O amor é igual ao ódio. Do amor ao ódio vai um passo, uma palavra, um simples olhar. É igual.
O amor… Faz-nos divagar nas palavras, escrevendo textos sem sentido algum, sobre tão nobres sentimentos que nos levam a lugar nenhum. Sentimentos sem nexo. Talvez. Complexos. Sim, demasiado. De novo.
A noite. A sua escuridão, a sua frieza, a sua solidão, a sua tristeza. Divagando em pensamentos loucos. Voando entre sentimentos platónicos. Sonhando momentos. Pensando, sentindo, sonhando. Noite escura. Noite de solidão. Noite de loucura. Noite fria. Noite de amor. Amor. De novo.
De novo. Rastos de um coração que em tempos sorria…

Posted in triple d on Abril 25, 2006 by mestredevir
you were allways so far away….
told you… bad dreams come true…
i live for you… but… i’m not alive….
died!!!
down in a hole…
hey, why you slop me in the face???
sitting on an angry chair…
help me… broken by my master….

Layne…. layne…foste tão cedo…seu drogado!!! nao faz mal serás sempre o meu idolo!!! ainda bem k ja nao estas vivo… nao suportaria que olhasses para o jorge simão em vez de mim…ja me xega o araya!

ya… fazer o quê?

Posted in triple d on Abril 25, 2006 by mestredevir
hoje que é feriado sinceramente… não estou com grande apetite para fazer o que quer que seja… ora se não somos filhos nem da nossa mãe nem do nosso pai… então somos filhos de quem??…. Filhos da terra? mas qual terra? sentimos que não temos dono…porque nos acusam eles de sermos chupistas?? Mas porquê? Sabermos que temos ego é sabermos que estamos à partida condenados a a ser escravos de alguém…
E voces dizem… só o és porque queres… entao e a integridade? o respeito? se nao formos escravos os valores… a ética e tudo mais não existe!!
Que preferem ser? excluidos da sociedade??? Ou reclusos sociais??? Não ha preferencia… o medo está na linha da frente, olá medrosos, aceitem-me no vosso grupo, tambem estou toda borrada!

Sem esperança…

Posted in bento on Abril 25, 2006 by mestredevir
Já há muito tempo que não escrevo o que sinto, há muito tempo que te procuro e não te encontro, há muito tempo que este tormento não para. Será que o nosso amor foi levado pelo tempo? Há muito tempo tu juraste-me amor eterno, mas a unica coisa que me deixaste foi num eterno sofrimento. Já me vou acostumando a este deserto e no meio da noite dou por mim a lembrar-me do teu corpo. Por isso peço-te, devolve-me a vida que me roubaste, devolve-me a chaves do meu coraçao por favor, que foi trancado com o teu amor e nao sei como o abrir. Ninguem sabe como doi este silencio, ter que aguentar este vazio tão grande, os minutos passam sem saber. Será que o nosso amor foi mesmo levado pelo vento? Devolve me a vida… Ou as chaves do meu coraçao.

Uma Noite de Sonho

Posted in devir on Abril 20, 2006 by mestredevir
Eu e o Bento, combinamos ir naquela noite ao B.A. (Bar Academico). Iamos já a caminho, numa dessas ruas mais velhas da cidade, quando nos cruzamos com duas raparigas. O meu olhar cruzou-se com o de uma delas, era linda. Algum tempo mais à frente cruzarmo-nos, de novo, com as mesmas raparigas. Palavra puxa palavra. Estivemos na conversa algum tempo. Não me lembro do nome, lembro-me que era linda. Combinamos encontra-nos mais tarde no B.A., para beber um copo e continuar-mos a conversa. Depedimo-nos com um “até já” e deu-me um beijo na cara.
Chegando ao B.A., ou ao sitio onde era. Já não existia. No seu lugar estava um restaurante, uma esplanada. Sem paredes. Só um tecto em caniço assente em barrotes, mesas de madeira rustica e chão em terra batida. Havia lá um jantar, uma festa, organizada pelo Calotas (figura mitica da noite farense), pagava-se 4,99€ para entrar e era obrigatorio descalçar-se à entrada, que era para não sujar o chão (de terra batida), segundo dizia o Calotas. De repente começa a chuver, estranhamente mais dentro do restaurante do que fora. Com isto já ninguem quis entrar e quem entrou saiu, não por causa da chuva, mas sim porque ninguem queria sujar os pés descalços na lama. Depois disto, fomos todos para a universidade, para uma sala num canto, muito escondida. Entramos e sentamo-nos numas mesas identicas como as dos infantários e dispostas como tal. E começamos a trabalhar em barro cada um construindo a sua peça.
Levantei a cabeça e reparei que no outro lado da sala estavam as duas raparigas com que nos tinhamos cruzado. Voltamos a olharnos fixamente, eu e a… a que era linda. E como se lessemos os pensamentos um do outro, levantamo-nos e saimos da sala sem nunca desviarmos o olhar. Então o meu telemovel começa a tocar, era o despertador, 7:15 da manhã. Levantei-me e fui tomar banho…

Porquê?

Posted in devir on Abril 19, 2006 by mestredevir
Porque é que se torna tão dificil esquecer quando assim o queremos, porquê?
Porque é que não consigo esquecer quem não devo lembrar e remeter-me à minha amiga solidão, ao seu silêncio, à sua frieza, à sua imensidão? Seria tudo tão mais fácil, sim seria… Fácil como se se pudesse apagar essas memórias, memórias que se cruzam, que entram em conflito, com pensamentos que surgem no coração, pensamentos estes sem razão nem fundamento, que não passam de meras ilusões que nos alimentam o coração e nos desiludem a alma.
Porque é que volta sempre a lembrança daquele sorriso, daquele olhar ou daquela palavra? A saudade que aperta quando se está longe e a saudade que incomoda quando se está perto. Desespera-se pelo som dessa voz, mas que depois de ouvir, deseja-se nunca ter voltado a ouvir-lo. O som dessa voz que costumava ser melodiosa e reconfortante e que agora me corta a alma como se de facas se tratasse.
Porque é que as escolhas são feitas por um coração que primeiro age e só depois nos faz pensar nas consequências? Acções irreflectidas, pensamentos sem sentido, sonhos perdidos… Ilusões.
Porquê?
Gostava de um dia poder, tudo isto, explicar. Pois neste momento não encontro uma explicação credivel para as razões que me levam a amar sempre quem não devo.
Porquê?