Arquivo de Dezembro, 2007

Efémero

Posted in Uncategorized on Dezembro 26, 2007 by mestredevir

efemeroComo tudo na vida, há sempre um fim e o Repensado (repensado.blogspot.com) não é excepção. Chegou a altura do seu fim, do seu ponto final. Foi bom enquanto duro, um projecto de amigos que tinha por finalidade, apenas, mostrar ao mundo em jeito de palavras, o que lhes passava pela alma.

Sendo assim chegou a hora de cada um seguir o seu caminho, segui-lo a solo. Com o fim do Repensado, surgem dois novos projectos que dão continuação ao que era apresentado neste:

Obrigado por tudo!

Meu Lugar

Posted in devir on Dezembro 12, 2007 by mestredevir

Aqui cheguei, voltei aqui, a este lugar que já não conheço nem nunca conheci, onde nunca vivi nem soube viver. Não nasci, não vivi, não morri. Que faço eu aqui? Eu, aqui. Não… Sim.
Ando. Passo depois de passo, passo antes de passo, ando.Vou a lugar nenhum, chego a lugar algum. Incerto, percorro caminhos que não conheço, que não sei onde me levam. Caminhos da alma. Perdida. Talvez nunca encontrada. Isolada, desanimada. Sobrevive.
Aqui chove, aproveito cada gota, oiço cada história que me contam. Está fresco, seco, húmido, frio. A luz, aproveito cada segundo de luz, que me ofusca os olhos.
Passa uma hora, duas… Três. Solidão, num quarto que cada vez parece maior, mais frio, mais vazio, mais escuro e triste. No espelho ao canto vejo um reflexo, alguem que não conheço. Ou deveria conhecer. Só, olho para um telefone que nunca toca. É caro o tempo, o tempo que me põe contra a parede. Escondo-me outra vez. Peço perdão, mas quero ser como dantes, quero ser uma criança. Criança sem medo.
É dia, espero pela tarde, noite. Adormeço. E é de novo dia, espero pela tarde, chega a noite e volto a adormecer. Outra vez, assim. Não me lembro de mim. Eu. Por vezes especial, belo, espetacular, poderoso, imparavel. Por vezes miseravel, penoso, só, fraco, frágil.
Amor. leva-nos à loucura. Leva-se as coisas longe de mais. Por amor. longe. Por amor. Ainda mais. De todas a mais bela dor, mas doi. Dor que faz viver. Dor que deixa morrer. Não quero saber se doi. Parece que é verdade o que dizem sobre o amor: é cego. Dentro de mim mil problemas vivem. Mil problemas que me negam.
Pela ultima vez, escrevo a linha final deste interminavel poema. Sem forças. Corro sem cessar. Sem sair do meu lugar. Meu lugar… Meu?

23/11/2005