Depois de ti

Posted in devir on Novembro 4, 2006 by mestredevir

Atravez do anonimato,
Diz que sou grande poeta,
Que gosta das minhas ideias,
Depois pergunta porque não me mato.
Esta é apenas uma minha faceta,
Não gostas, não leias.

Gostas ou não gostas.
Se gostas, para que esse desejo?
Se não, porque não viras costas?
Atira-te ao Tejo!
Ou então ganha juizo
E não aborreças o meu.
Ou o dente do sizo nao nasceu?

Não me mato, não.
Não por tu o dizeres,
Não me apetece.
Dizes tu, um pequeno senão,
Primeiro tu, depois de faleceres,
Só assim isso acontece.
Depois de ti, faço questão.

Para a pessoa anonima que comentou este meu post e que me mandou matar digo: “Depois de ti!”.

Posted in triple d on Novembro 3, 2006 by mestredevir

Ola a todos! Sinceramente…tenho de intervir…não suporto a ideia de que gente crescida e de reponsabilidade deixe criancinhas menores sentarem-se nas cadeirinhas com rodas… e comecem a carregar nas teclas para escrever coisas feias…afinal onde está a etica???E antes de partir… tenho uma pergunta pra deixar.. como é que nos podem sugerir suicidio.. se depois nao ha ninguem para escrever aquilo que voces gostam de ler e comentar da forma que mais vos agrada?? Em solidariedade com o meu fraterno amigo Gibbs… e ainda… de um outro nosso amigo.. bento.. desaparecido nas redes da internet explorer… um bem haja!

Passos na solidão

Posted in devir on Outubro 11, 2006 by mestredevir

Passos que agora dou sozinho, marcas solitárias que desaparecem na fina areia da praia. O vento que as leva no seu sopro. O mar que se lhes sobre põe como um manto, as recolhe e guarda na sua imensidão para todo o sempre. Um sempre que só eu recordarei. Com saudade? Talvez. Memórias esquecidas, memorias que quero esquecer.

Passos no dia escurecido com a solidão que em mim paira como uma nuvem. Solidão que me abraça, forte, como se de um amigo de longa data se tratasse. Marcas na noite de breu. Ilusões projectadas na escuridão me aquecem o coração. Marcas que desaparecem no escuro. Marcas que desvanecem juntamente com o sonho. Não passam disso, sonhos. Ficaram marcados, vincados no coração. Feridas que não sararam e que ardem com uma leve recordação.

Na praia deserta, a visão das minhas solitárias pegadas entristece o meu olhar. O mar entoa a triste melodia, o vento canta-me ao ouvido. Como doi na alma. A solidão.

Se perguntarem por mim

Posted in devir on Setembro 10, 2006 by mestredevir

Vivo por viver
Morro se morrer
Amiga solidão
Inimigo? o coração
A vida é uma canção
Todos os dias desafino
Com o ritmo não atino
Solidão é imensa
Tristeza é intensa
Será que compensa?
Compensa viver assim?
Será isto o inicio do fim?
Se perguntarem por mim,
Digam que voei…
Numa nuvem me sentei,
Nela deitado sonhei.
Caminhei sem fim
Voei sem destino
Procurei o caminho
Sem nunca o encontrar
Voltei ao meu lugar
Sem lhe pertencer
Voltei a errar
Sem o erro perceber
Que mal fiz eu
Ou que não fiz
Olhando o céu
Me perguntei
Se foi isto que eu quis.
Não arranjo solução
Problemas me invadem o coração
Uma imensa ilusão
Mera sensação de vida
Pouco sentida
De tudo isto já me cansei
Criei um escudo
Fugi de tudo
Asas ganhei
E com elas voei
E se por mim perguntarem
Em lado nenhum me encontrarem
Simplesmente digam que voei

Provérbio árabe

Posted in bento on Junho 25, 2006 by mestredevir

Não digas tudo o que sabes,
Não faças tudo o que podes,
Não acredites em tudo o que ouves,
Não gastes tudo o que tens.

Porque:
Quem te diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem.

Muitas vezes:
Diz o que não convém,
Faz o que nao deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.

Caridade

Posted in bento on Junho 13, 2006 by mestredevir
O mais alto grau de caridade chama-se perdão. Perdoar é amar quem nos fere, é normal que nem todos consigam imitar os santos, mas é anormal ser incapaz de ofereçer algo a alguem.
Se não es capaz de perdoar procura simplesmente doar, a caridade é o minimo que alguem pode fazer por si mesmo, porque temos o que damos, ja que é impossivel dar o que não temos, se todos dessemos tudo, teriamos tudo, sem precisar termos nada.
Não so temos o que damos, mas somos o que damos: se damos força, somos força; se damos amor, somos amor, se damos sabedoria , somos sabedoria, quem doa obedece á vida e quem deseja recompensa, é escravo dos sentidos, a doaçao condicionada é o proprio inferno; pois quem doa esperando recompensa, vive querendo, e o querer é o nome do seu proprio mal.
A doaçao obra milagres, o desejo egoista é a propria catástrofe. A acção caridosa e condicional é a morte, uma vez que espera satisfaçao, espera viver, e so o que é morto espera pela vida.
Da tudo o que tens sem esperar recompensa, as vezes pode acontecer que tenhas que amar na escuridão, tirar o proprio pão da boca ou ate ficar pior do que a pessoa que ajudas, mas pensa, havera recompensa melhor do que se sentir bem com a propria alma? lavar os pecados num simples gesto de cariadade, tudo por um mundo melhor.

Amigos da Treta (pt. 2)

Posted in devir on Maio 15, 2006 by mestredevir
São amigos da treta. Amigos da treta que não te dão o devido valor, que não te dão o seu voto de confiança. Amigos que te procuram quando precisam de ti, que te ignoram quando não te necessitam, quando és indesejado. De ti só favores, ofertas e ajudas quando precisam. Amigos por interesse. Amigos da treta. Amigos que quando te sentes só, quando precisas de alguem, precisas de apoio, não estão. Viram-te as costas, olham-te de lado, criticam-te quando sais da sala. Amigos que apesar de te verem mal, não te ajudam, não se importam, não precisam de ti. Por enquanto. Amigos da treta.
Amigos verdadeiros? Contam-se pelos dedos de uma só mão. Sobram mais de metade. Os outros dedos são apenas conhecimentos interesseiros. Conhecimentos que mal conheces. Conhecimentos da treta. Amigos da treta. É o que eles são.
Amigos da treta. Apenas amigos da treta.

Amar-te

Posted in devir on Maio 11, 2006 by mestredevir

Nunca pensei vir a sentir-me assim
Novos sentimentos nasceram em mim
Sentimentos esses sem fim
Por uma flor de jasmim

Contigo sonhei
Teu sorriso abracei
Tua pele saboreei
Pelo teu olhar dancei

Teus lábios nos meus
Subimos todos os céus
Despimos véus
Julgados como réus

Mas foste embora
Disseste-me que estava na hora
Partiste sem demora
Por tal, o meu coração chora

Não esqueço o teu beijo
Recordo-o com desejo
Em sonhos te revejo
Neles te beijo e rebeijo

E agora, o que fazer
Nunca pensei em te perder
Tudo fazia para te satisfazer
Agora recordo com saudade as longas noites a…
Amar-te até o amanhecer

Nada temam meus amigos!

Posted in triple d on Maio 10, 2006 by mestredevir

Aaaammmm…. olá! era só para dizer que nao tenham medo de comentar os nossos posts…. não tenham medo… nós nao mordemos… ok.. o Devir come por tres ou quatro mas que eu saiba ele não pratica canibalismo hahahaha!!!!

Hoje imaginei…

Posted in devir on Maio 7, 2006 by mestredevir
Hoje, sentei-me no meu sofá, e sozinho imaginei. Imaginei que era feliz, que o amor tinha finalmente aparecido e todos os problemas tinha, por fim, desaparecido. Imaginei. Conduzia um Ford Mustang a 120km/h na auto-estrada. Imaginei. Marcava um espetacular golo, com a camisola do Benfica, num lotado estadio da luz. Imaginei. Estava em cima dum palco a dar um concerto para uma multidão que aplaudia efusivamente. Imaginei. Voava num barco imaginário, por entre nuvens de algodão e seda. Imaginei uma bela mulher ao meu lado, bela, bonita, como um anjo. Senti seu corpo, suas suaves curvas, como que desenhadas na perfeição. Imaginei. Como seria o mundo para as pessoas que me rodeiam, se eu desaparece-se. Imaginei-me de novo criança, despreocupado, sem nada a temer. Imaginei. Dormia numa cama de ar com lençois de vento. Imaginei. Vivia numa casa em papel desenhada. Imaginei. Pintei a vida como um sonho. Pintei um sonho com a vida.
Imaginei a felicidade, imaginei o amor, imaginei o sucesso, imaginei a vida, imaginei para além da vida, imaginei… E voltei a imaginar…
“A imaginação é mais importante que o conhecimento” – Albert Einstein